Pesquisar este blog

sábado, 19 de novembro de 2011

No vácuo do "Nem"...

Já estão ficando cansativas as notícias referentes a prisão do traficante "Nem" da Rocinha. Assunto batido e requentado que vem se alimentando das buscas incansáveis e apreensões diárias de armas e drogas no outrora badalado principal entreposto de venda e consumo de drogas do Estado que desde a madrugada do domingo 13 de novembro foi ocupado pelas Forças de Segurança com vistas à criação da 19ª Unidade de Polícia Pacificadora da cidade.
Que "Nem" era um criminoso procurado, todo mundo sabe. Sua fama ultrapassou os limites das fronteiras brasileiras e sua “periculosidade” e maestria em se esquivar das garras da polícia e da justiça também não era segredo; assim como não era do desconhecimento de ninguém que o maior poderio que garantia a distancia entre o traficante e seus caçadores eram as generosas e polpudas quantias que era obrigado a desembolsar semanalmente para agradar aos setores corruptos da Polícia, em  suas mais diversas instancias.
Tão logo assumiu o controle da venda de drogas na favela da Zona Sul carioca, o menino pacato e tímido que apesar de apaixonado por futebol nunca conseguira agradar seus treinadores e professores das diversas escolinhas de futebol pelas quais passou, ganhou logo um apelido curioso e promissor: Mestre
Ao mesmo tempo em que escrevia as páginas mais cruéis da história de sua vida, "Nem" dava aos governantes e dirigentes brasileiros exemplos de apoios e incentivos ao esporte, cultura e ações sociais das mais diversas.  Fala-se em investimentos na casa dos R$ 200 mil mensais em gastos com escolinhas de futebol, Torneios esportivos e respectivas infra-instruturas, eventos diversos e muitas das atividades culturais que a comunidade desfrutou nos últimos seis anos. Difícil mensurar as centenas de cestas básicas distribuídas e melhorias de espaços esportivos na localidade... Ele deixou um legado que o estado e a sociedade precisam urgentemente chamar prá si e dar novos modelos gerenciais e continuidade.
São ações, iniciativas e sensibilidades que a priori as intervenções iniciadas e prometidas passam distante. Passam aliás, muito além da visão e interesse da maioria dos governantes.
A chamada “Invasão ou Ocupação Social” oferece carteiras de trabalho, identidade, empregos de nível médio em sua maioria, recupera iluminações, tapa buracos, recapeia asfaltos, oferece benefícios sociais mas de concreto o que fica mesmo são as imagens de um momento singular...único e pontual. Invariavelmente não há manutenção permanente. O Poder Público vai deixar tudo aí implantado e voltar para os gabinetes.
No reinado de "Nem" que de santo, bobo ou bonzinho não tinha nada, valia o olhar para as dificuldades das pessoas e os sonhos quase sempre inatingíveis das crianças e adolescentes principalmente. Ele não financiava Esporte e Cultura propriamente ditos, propiciava lazer e diversão; encontros e conversas; aproximações entre beldades da favela e patricinhas do asfalto, de torcedores e telespectadores com artistas e craques de ponta do meio artístico e esportivo, em momentos raros de igualdade de papéis e deslumbramentos recíprocos e inesquecíveis. Esse era "Nem"... Não, o "Mestre"!
O que preocupa agora é saber quem irá ocupar esse vazio e acalentar sonhos e lembranças. Quem vai pensar que esses milhares de órfãos de protagonismos, precisam urgentemente esquecer de vez a “era Nem” e as ações sociais do tráfico?
Não tem ação governamental que substitua no coração desses meninos e meninas uma figura (para eles) tão “do bem”... Que lhes entendia e atendia nas mais diversas ofertas e demandas pessoais ou coletivas. Alguém que era endeusado em raps de apologias às drogas, armas e sexo, mas também enaltecia a Rocinha como santuário e paraíso. Elevava a auto-estima dos que eram dali, nasceram ali, viviam ali...
Os governantes  tratam - e assim deve ser - apenas como um lugar igual aos demais, assim como as pessoas; as benfeitorias e oportunidades... São tudo números, dados e indicadores. Tudo muito quantificado, avaliado e orçado por técnicos e especialistas.
Na boca de fumo, "Nem" orçava tudo de cabeça, aprovava e fazia acontecer. Tráfico não tem contabilidade, registros e nem balancete, mas engana-se quem pensa que o Mestre não buscava o lucro, o crescimento, a hegemonia nos negócios. Investia primeiro, mensurava depois.
A verdade é que o traficante preso não deixou uma fórmula, mas mostrou que é possível... E assim como terá que pagar pelos crimes que cometeu; também nós, a sociedade e governantes seremos condenados; se deixarmos esse desafio de lado ou que "Nem" se torne o Hobin Hood do Século XXI.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

POR UM FINAL FELIZ


Infelizmente estão cada vez mais banalizadas e efetivamente se concretizando as ameaças de morte contra pessoas que em defesa da sociedade empunham bandeiras ou desenvolvem campanhas contra determinados crimes e criminosos. De norte a sul do Brasil há uma consternação coletiva com a morte de seringueiros, defensores da terra, da natureza, sejam elas testemunhas, militantes ou  autoridades; vide o caso da juíza Patrícia Aciolly, morta em agosto último em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
Já de alguns anos, uns quatro mais ou menos, o jovem e aguerrido Deputado Marcelo Freixo, conhecido militante dos Direitos Humanos, transformou o seu mandato num front de luta, enfrentamento e combate às Milícias, um crime até então “chapa branca” muito poderoso praticado no Rio de Janeiro.  Chamo de crime “chapa branca” porque várias vezes autoridades e até moradores justificavam a presença destes meliantes com uma simples justificativa: “pelo menos lá, não tem bandidos...”
O deputado passou a mostrar as nuances cruéis da prática delituosa e suas variações de crimes, iniciando assim uma cruzada contra a mais caçula e ao mesmo tempo mais antiga facção criminosa carioca. Sim porque já vem de longos anos a prática de expulsar bandidos e impedir o tráfico de drogas em determinadas comunidades e em nome dessa proteção, cobrar “módicas” quantias da população local. Já houve político em campanha que se orgulhou de ter laços estreitos com “regiões limpas” da cidade.
Freixo iniciou sua batralha pela mais conhecida milícia da Cidade, a Liga da Justiça, que tem como símbolo o escudo do Batman. Segundo investigações oficiais, os deputado e Vereador Jerominho e Natalino, respectivamente eram os chefes da quadrilha e foram presos, cassados e mandados para presídios federais bem longe do Estado e a quadrilha quase totalmente desbaratada. E hoje é justamente o “último” remanescente do grupo, foragido há poucas semanas que está com a missão de dar cabo à vida do Deputado. Testemunhas, investigações e até ligações grampeadas já revelaram o plano; as autoridades e a população já tem ciência e tiveram acesso na menor das hipóteses, via noticiários.
Aguerrido e determinado, Freixo não se intimida e só aumenta sua ostensiva luta contra a modalidade criminosa. A sociedade assiste e se indigna, torcendo para que dessa vez seja diferente. Por que seria?
Se o Governo Estadual é o primeiro a gritar que de nada sabe, se a polícia precisa ser muito bem depurada para evitar que em sua escolta possa se infiltrar servidores da facção, Se o judiciário está ainda cambaleante com o aviso em forma de (vinte e um) tiros na juíza fluminense, que o mandou “segurar a onda” ; Se nós, os militantes de Direitos Humanos, incrédulos estamos ainda às voltas com as homenagens justas (mas póstumas) à Patrícia Aciolly...
De que adianta um judiciário firme, uma polícia competente, uma investigação precisa e uma sociedade solidária e mobilizada, depois que a “casa já caiu”... Quero meus guerreiros vivos e combatendo. Não quero que virem herós e mártires de uma guerra que, se não gritarmos, jamais conseguiremos vencer.

OPINO E ANDO -: POR UM FINAL FELIZ

OPINO E ANDO -: POR UM FINAL FELIZ: Infelizmente estão cada vez mais banalizadas e efetivamente se concretizando as ameaças de morte contra pessoas que em defesa da s...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

NÓS, CORRUPTOS!!!


Qual o sentimento que (de verdade) toma conta do brasileiro quando o assunto é a corrupção? Não creio sinceramente que o ato em si gere tanto repúdio e estranhamento, pois se assim fosse a postura das pessoas no cotidiano seria muito diferente dessa chamada “cultura” da vantagem coletiva. O que gera consternação geral é a divulgação, a escandalização através das manchetes de revistas e jornais, sobretudo das artimanhas e favorecimentos palacianos ou parlamentares de Brasília e/ dos governantes, Brasil a fora.
Sejamos sinceros e autênticos: Há um mal estar coletivo com a corrupção, entretanto, é senso comum no Brasil que o brasileiro em geral não se nega a levar algum tipo de vantagem.
Começamos a trilhar o caminho do favorecimento desde o momento em que acionamos um conhecido (político ou não) para avançarmos numa listagem de aprovados num concurso ou vaga de emprego, quando entregamos ao caixa do banco um determinado valor para ser depositado sem que precisemos entrar na fila, o “qualquer” pro flanelinha “deixar” estacionar em local impróprio; acionamos um conhecido para conseguir uma vaga na escola para o filho, etc. Atitudes nunca estampadas na mídia, uma vez que não somos pessoas públicas e que em tese “não prejudica ninguém”. Como não?
Recentemente uma respeitada gestora terceirizada de um serviço público de saúde com salários na casa dos R$ 18 mil; possuidora de três planos de saúde, um deles inclusive com direito a translado aéreo em todo o território nacional, submeteu-se a uma cirurgia num grande hospital público carioca, por sua “longa amizade com o Cirurgião chefe da equipe”; na mesma unidade hospitalar. D. Maria Eufrásia, 56 anos, moradora da favela do Vidigal aguarda há 27 meses uma intervenção cirúrgica para correção de um problema na cervical. Isso pode? Escandaliza? È ou não um absurdo?
Independente do cargo e salário da beneficiada, quem de nós rejeitaria de pronto a oportunidade relâmpago? Quem de nós não acionaria um conhecido para livrar um paciente de um problema de saúde, ignorando a conhecida e longa fila de espera que sempre tem em todos os lugares?
Passaria horas enumerando comportamentos que “normalizamos” no dia a dia e ferem nossa ética e moral de cidadãos. Porém ficamos estarrecidos quando abrimos os jornais e nos defrontamos com escândalos no mundo político. Mal de recursos públicos, uso indevido da máquina administrativa, redes de clientelas, taxas de favorecimentos e tantas outras ações indevidas que configuram sensação de mal-estar coletivo e absurdos comportamentais, que nos levam a olhar bastante céticos os rumos que o país tem tomado.
Quando criamos um movimento por um Brasil sem corrupção, temos que ser plenos a começar por rejeitar o olhar diferenciado para siglas, símbolos e personagens.
Um caso que envolva o político, o ator, o empresário, o jornalista ou o jogador de seleção, só tem um poder maior de repercussão que o dos demais atores da sociedade; o cidadão comum e o que é pior; após a horrorização coletiva, a população chama prá si própria uma grande sensação de impotência; volta a tolerar a corrupção e fica apenas aguardando qual será o próximo escândalo na revista semanal, jornais e TV.
Na melhor das hipóteses começa um movimento nas redes sociais, procura-se um culpado (geralmente quem colocou a tartaruga no muro), pede-se impeachment no caso do político; a cabeça do treinador (jogador de futebol) ou compaixão, no caso de um estrela televisiva.
Afirma-se ainda que o brasileiro tem a cultura da corrupção; sendo essa a maior das inverdades; não existindo nenhuma comprovação científica ou acadêmica para tal conclusão.
O que nos falta mesmo é coragem de banir os corruptos e abrir mão do jeitinho e da vantagem que nos abrem portas e diminuem esforços. Falta vergonha na cara.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

QUEM PARIU MATHEUS QUE O BALANCE....


Saio com amigos e colegas de trabalho para almoçar ali mesmo no Odeon da Glória, no centro do Rio de Janeiro. Ao invés do chopp bagunceiro e da caipifruta que acompanha a feijoada de sexta feira, . uma comidinha a kilo com gosto e cheiro de segunda, acompanhado de uma água mineral gasosa. Após uns quarenta minutos o regresso ao trabalho através da passagem subterrânea da estação do metrô... Na saída quase que sem perceber a bolsa de uma amiga bate na cabeça do negrinho sujo de short rasgado e feições muito bonitas, só percebidas após eu adverti-la do descuido e “cobrar” em seu nome uma multa de R$ 1,00 para “ajudá-lo nas despesas”...
Sorridente, Matheus (esse é o seu nome), diz que não precisa mas pede um dinheiro para comprar um outro short ou um prato de comida. Seguimos o padrão de interlocução de praxe nessas ocasiões e alegamos só termos cartões de refeição. O menino sempre com jeitinho carinhoso e uma simpatia contagiante prolonga a conversa e informa ser oriundo da Baixada Fluminense, especificamente Duque de Caxias. Ali onde está localizado está a beira de ser cooptado pelas “forças do mal” que já lhe chegou muito perto...
Há uma semana numa olhadela pelos parques e praças da região, um colega já o tinha visto, sob o cobertor de uma mulher de uns 25 anos aparentes que tinha consigo outras crianças. Não sei o que Matheus fazia com ela muito menos ali na escadaria do metrô.
Queria comida, mas não havia. Nem quem a desse. Nem quem acreditasse que era “só isso”...
Queria uma outra roupa. Ninguém deu, ninguém tinha, nem queria saber...
Na estação, queria talvez sair dali. Ir para outros lugares, destino, outro rumo...
Ah! Matheus aparentava no máximo onze anos de idade...
Dinheiro ninguém tem, ninguém dá...
Dá Pena... Sentimento preconceituoso e covarde!
Dá arrependimento, de ter medo, de ter nojo, de ter raiva... Se não de Matheus, de outros que como ele, porém mais sujos, mais velhos, mais envolvidos com a rua e seus perigos, já não mais se contentem em pedir.
Não são coitados... Não são!
Nem culpados! Muito menos inocentes eles são... de 5, 6, 11, 15 e quantos anos tiverem de vida.
Vida? Quem deu vida a Matheus? Quem os atravessou em nosso caminho? Quem os colocou em nossa vida? Em nossa vida, não!
Matheus passou... Como o dia de ontem, como o frio de semanas atrás...
Não vou me lembrar dele nunca mais; por que não tenho motivo nenhum para isso.
Eu não fiz nada por ele e ele não fez nada contra mim...
Seguimos em frente...Eu sem culpa e Matheus sem destino.

É PÊEEENALTI...


Ninguém viu, mas a seleção brasileira de futebol foi eliminada na tarde/noite deste domingo, 17 de julho após desperdiçar todas as quatro penalidades na disputa contra a Seleção do Paraguai que tal qual uma cobra venenosa se encolheu o jogo inteiro e deu bote final exatamente na decisão por pênaltis.
Como ninguém viu? Perguntariam-me alguns. Respondo: Pelo que leio hoje através das redes sociais, todo mundo já sabia, ninguém nunca acreditou, ninguém perdeu tempo em assistir... Fui o único bobalhão que ousou se enganar.
Mas não é isso que me importa... O que me importa é que esse nosso povo/técnico/torcedor amanheceu na manhã de hoje revestido do mais alto espírito cívico – desportivo - patriótico de que já se ouviu falar. Decepcionado com uma seleção que não consegue se impor sobre os adversários mais fracos, domina o jogo mas não converte em gols. Com um treinador que, ainda segundo os torcedores, assiste patético aos jogos e não sabe mexer no time e quando mexe, não muda o cenário do jogo, muito menos faz gol e, o pior, perde (todos os) pênaltis decisivos.
Cada povo tem o governo, digo, seleção que merece,. Na vida social e política do país não é muito diferente. A treinadora nacional ou os estaduais escalam um time que apresenta volume de jogo (projetos), faz jogadas mirabolantes (ações), comete faltas gravíssimas (corrupção, desvios de verba e pacos investimentos sociais) mas não consegue fazer gols (melhorar a vida do povo). Faturam milhões em salários e prêmios, contratos milionários (com empreiteiras e multinacionais) e na hora das cobranças (literalmente falando) sai pela tangente ou linha de fundo se preferir deixando-nos todos boquiabertos, atônitos e decepcionados. E por seu lado, o povo ó...
Já sabia, não votou, não quer nem saber de nada e acredita de fato que “pior do que ta não pode ficar...”   
Atitudes que deixa-nos todos com cara de bola, na marca do pênalti esperando alguém do time do Mano bater...

terça-feira, 12 de julho de 2011

BUEIROS NOS ARES - A tragédia Zona Sul

A Prefeitura do Rio vai contratar uma empresa, em caráter de emergência, ou seja, sem licitação, para monitorar os bueiros das concessionárias de luz e gás. O objetivo é que a companhia apresente um relatório que demonstre a situação dos bueiros. O Crea-RJ será o órgão responsável por indicar as empresas que podem ser contratadas e pela criação do termo de referência para a contratação da mesma, bem como o detalhamento das especificações e tarefas que a empresa escolhida terá que cumprir. Segundo o Secretário de Serviços e Conservação da Prefeitura, a empresa escolhida deverá informar as autoridades e as agências reguladoras a situação das caixas a fim de evitar novas explosões. O contrato pode ser de até 2 anos
Peraí... Pára tudo! Contratar uma empresa mãe Dinah para “adivinhar” quando e qual bueiro será o próximo a explodir ? Fazer um contrato de emergência de 24 meses? Como assiiiiiim? Outra pergunta que não quer se calar... Só

explodem bueiros na Zona Sul, Centro e Tijuca, por quê? Não explodem na Barra, em Benfica, Jacarepaguá, Rocha Miranda, Madureira, Pavuna, Baixada.
Tem algo de estranho por trás dessa “revolta dos bueiros”. Em primeiro lugar definiram sem mais nem menos que os bueiros explosivos eram da Light (Empresa de Eletricidade do Rio de Janeiro), apesar de vários deles terem espalhado fortes cheiros de gáz antes das explosões. A empresa por seu lado “não estranhou” nem um pouco e aceitou a “acusação” de algoz dos pedestres zona sul. A CEG outra “habitante” dos ditos buracos não só não foi citada como uma possível causadora, como tirou onda com a co-irmã alegando que nenhum bueiro da empresa nunca houvera ido pros ares. Polícia, Assembléia Legislativa e Câmara Municipal nem se mexeram para investigar motivos ou possibilidades pelas quais tais explosões incendiárias têm ocorrido.
Na minha cabeça de leigo paira uma dúvida que talvez ajude a encontrar a solução no caso de ser mesmo a Light a grande vilã. Chuveiro elétrico suga mais energia que ar condicionado? Creio que sim pois passamos uim verão tranqüilo e só agora no inverno estamos nesse torneio de amarelinhas da Zona Sul/Centro.
Ao invés de enquadrar a prestadora de serviço, o Prefeito resolveu faturar em cima, literalmente, estipulando em R$ 100 mil a “multa” por cada bueiro voador.
Nessa história toda alguém tem que se dar bem, não é mesmo, amigo leitor? Você não achou que seríamos nós, a população.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

SANTA PARATY... CULTURA PARA NÓS!


De 6 a 10 de julho 2011 aconteceu a 9ª Festa Literária Internacional de Parati (FLIP) um dos mais importantes festivais literários como os que acontecem em Hay-on-Wye, de Adelaide, Harbour front de Toronto, Festival de Berlim, entre outros. Uma das principais características da Festa é integrar autores mundialmente conhecidos nacional e internacionalmente com novos autores o que estabeleceu desde a primeira edição um padrão de excelência às edições seguintes.
Dos brasileiros, alguns dos autores mais talentosos já passaram por alguma edição, como Ariano Suassuna, Millôr Fernandes, Ferreira Gullar, Luis Fernando Veríssimo, Zuenir Ventura e Lygia Fagundes Telles.
A festa mescla também a Música Brasileira, com shows de abertura que já ofereceram aos convidados a chance de assistir Chico Buarque, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Adriana Calcanhoto entre outros. A iniciativa é lógico, já entrou no calendário oficial da cultura nacional e mexe com todos os setores da cultura, gastronomia e turismo, cultiva a ideia de preservar e valorizar as artes e a literatura á partir Paraty e abre um caminho de encontro e interação com culturas diversos outros lugares.
Também Santa Teresa abriu suas portas e janelas, suas casas e garagens, ocupou calçadas e recantos para o evento que leva milhares de pessoas comuns e dezenas de artistas que trabalham com arte, para visitar o circuito de ateliês, espaços culturais, bares e restaurantes , barzinhos, lojas e projetos sociais e passear pelas ruas e ladeiras do charmoso bairro. É a 21ª edição do “Arte de portas abertas”, que já faz parte do calendário cultural da cidade. Nesses dias, esse recanto histórico fica mais agitado e ganha um colorido especial que se espalham ainda mais por suas famosas e estreitas ruas.
O evento teve início na quinta, dia 07 de julho quando os artistas fizeram o “Cortejo do Santo Vinho”. Saindo da Rua Felício dos Santos em direção ao Parque das Ruínas, Rolou muita poesia, performances, vinho para o público em geral. Um tipo de evento que leva as pessoas pra as ruas e as torna mais alegres!! De Paraty as Santa Teresa passando por todos os cantos e recantos da cidade, vivemos de uns tempos prá cá esse momento mágico da leitura em primeiro lugar. A descoberta pela literatura, sobretudo infantil e juvenil que apontam para um futuro sem amarras e de descobertas intermináveis. Sociedade culta e de opinião e posicionamento. Sinaliza também para as artes de uma forma especial e todas as suas vertentes. Para a cultura de modo geral e para essa sinergia mágica que invisibiliza fronteiras, idiomas e linguajares... Usa a diversidade temática como soma e não como divisão de preferências entre o público.
Enaltece, homenageia e eterniza nossos autores; dos mais famosos ao mais novato. Do mais velho ao iniciante. Das margens da baía de Paraty aos trilhos de Santa Teresa uma tsunami literária, artística e de exposições diversas, desnuda nossa vasta capacidade de comunicação, criação e valorização e coloca o Brasil independente de rankings, no topo da cultura mundial.
Na FLIP A Tenda dos Autores, espaço nobre dos debates dos convidados da festa, às margens do rio Perequê-Açu, é o principal espaço das atividades da Flip, mas não o único; Tenda do Telão, onde as imagens das mesas são exibidas ao vivo para o público que não conseguiu ou não pôde pagar o ingresso mais caro na outra tenda, também na direção do rio ; Em seguida, colocaram estandes, trazendo uma lojinha e espaços para atividades de patrocinadores, apoiadores ou parceiros da Festa Literária.
Em Santa Teresa tá tudo muito bem espalhado nos mais de 80 diferentes pontos de atração artística, gastronômica e de visitações. E quem disse que o povo não gosta e não prestigia?
Só mesmo quem não entende de cultura ou de bom gosto...

domingo, 10 de julho de 2011

ESTADO DE ESPÍRITO




Tenho um orgulho muito grande de ser carioca e desfilar o jeito carioca de ser meio malandro, meio otário, de acordo com a ocasião, a situação e o local onde me encontro.
Curtir o mar e a montanha independente da direção para a qual me volto e a diversidade paisagística e ambiental deste lugar
As lindas e convidativas praias cariocas não refrescam mais nem melhor que as deliciosas cachoeiras de nossas serras e campos... Chalés, lareiras, vinhos e fomdues...dão o tom ideal a essa nossa  diversidade cultural.
Cariocar é sambar na Portela e forrozear na Feira de São Cristóvão, tomar um chopp na Lapa e uma cachaça com carne de sol na feira da (rua) Teixeira Ribeiro, na Maré ou mesmo no largo do santinho, no Vidigal. Fazer da bermuda e camiseta o vestuário da sexta feira, do tênis e das havaianas o calçado predileto todos os dias.
É curtir com pesar a cervejinha obrigatória, no bar de esquina da Rua São João Batista, em frente ao cemitério de mesmo nome, em Botafogo, na entrada ou saída de um velório.
Fazer da praia o divã, escritório e recanto de fé... Ali poder orar, pregar e fazer oferendas. É o lugar mais democrático e eclético que há.
Fazer xixi na rua é feio mas tem a cara desse povo “sem frescuras” e sem apertos...
Alternar Bicicleta, Skate e patins nas “caminhadas” e roles... e “cagar” para as celebridades que lhe cruzam o caminho.
Ser carioca é colocar “X”  em todas as pronúncias, tirar casquinha de jornal na banca ou na pessoa que se senta ao seu lado no ônibus... Comprar atestado médico e sonhar com a mega sena que não joga.
Carioca gosta da sogra e nutre carinho pelo cunhado apesar da sílaba inicial.
Cria vocabulários, adjetivos e apelidos para tudo e todos...
Faz piada com acontecimentos trágicos e tragédias com simples finais de novelas ou campeonatos de futebol.  
Do Rio ou do Brasil a fora... Não importa o estado de origem; no carioca o que vale é o estado de espírito.
O carioca faz do bar sua casa e de sua casa, para os amigos, um legítimo botequim.
É gente boa, sincero e marrento! Fala fácil, é simpático e chega junto!  Curte o asfalto e a favela e ignora na medida do possível a diferença de classes sociais;  
Enfrenta  de mau humor filas e engarrafamentos, xinga a chuva e faz simpatias para ter o sol de volta; duvida da meteorologia. Passa por blitzs com bom humor, se esquiva de bala perdida e de bueiro explosivo...
Carioca é Foda!!!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

É TUDO INFORMAL OU PIOR

Não sei se chamo de informalidade ou estado paralelo a realidade em que a gente vai se acostumando a ver e muitas vezes para qual somos empurrados por conta de uma cidade e /ou estado que se eterniza também por tornar mais prático e funcional o “mundo ilegal”.
Ele se inicia com o trabalhador que após cansativas buscas por um emprego formal é obrigado a submeter-se aos bicos ou biscates através dos quais obtém rendimentos muito mais generosos que os salários que obteria num único emprego de jornada de 48 horas semanais, carteira assinada e benefícios. Além de ser seu próprio patrão ainda equilibra-se na organização de sua agenda e trabalha simultaneamente em dois ou três empregos. Por descuido e economia não paga autonomia nem outros benefícios e impostos.. Assim, não contribui com a arrecadação necessária para o desenvolvimento de políticas públicas que viriam a lhe beneficiar mais tarde
Em suas locomoções não se preocupa em se deve utilizar o transporte regular ou o alternativo pirata. Não é de sua culpa se o proprietário paga ou não, o imposto sobre o sabão em barra ou o leite em pó que ele compra de emergência e improviso na birosca perto de casa, por não ter tempo de ir ao supermercado. Ou se comprar a promoção de 7 pãezinhos por R$ 1 no comércio sem alvará é mais vantajoso que adquiri-lo a peso, na padaria do bairro. Os impostos em dia, são o que lhes são cobrados automaticamente ou seja o IR – Imposto de Renda, IPI – Imposto Sobre Produtos Industrializados, IOF – Imposto Sobre Operações Financeiras e ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços.
Ambienta-se a favela como esse espaço de desvios e inadimplências dando como razão a ausência do estado nestas regiões. Grande equívoco, entretanto. O Estado sempre esteve presente nas favelas, Ainda que de forma equivocada, fragmentada, desacreditada, cheia de brechas e incoerências.
E segue o cidadão de pouca fé nos direitos e poucos recursos de manobra financeira. A luz de sua casa é “amortizada” por fraude no medidor, pois a Companhia de eletricidade não lhe institui a chamada Tarifa Social; não paga IPTU porque sua rua não tem pavimentação, nem esgoto, muito menos limpeza urbana pois a Prefeitura não lhes fornece o serviço.
Por esse conjunto de ausência de direitos é chamado de caloteiro. Mais que isso, criminoso e marginal. Ninguém lembra, entretanto que esse é o legado que ele recebe dos governantes que lhes sonegam professores para a escola quebrada e vazia onde seus filhos estão matriculados, mas não podem estudar, para o posto de saúde desaparelhado de profissionais e equipamentos, onde tem cadastro, mas não tem consulta; Para o transporte público cujo Vale transporte eletrônico não serve para nada; pois só consegue se locomover de moto taxis e vans piratas e irregulares. Compra o gás do miliciano, paga mais caro sem poder reclamar pois o dono do negócio é também o servidor público que no outro dia levará as melhorias que o lugar precisa e garantirá a segurança local. Seu lazer é o pagode, funk ou show com grandes nomes da MPB que o traficante vai bancar e a comunidade inteira vai curtir ou sofrer sem reclamar do alto som e indiscriminado consumo de drogas pelas ruas e vielas sob a proteção de forte aparato bélico.
A impressão que tenho é que criminalidade, informalidade e omissão(do poder público) são faces de um mesmo dado, onde a quarta figura é a sonegação oriunda dos desvios de verbas pública, propinação generalizada entre os gestores públicos dando e recebendo comissões, percentuais e facilidades envergonhando somente as pessoas de bem da sociedade que indignadas lavam as mãos, viram as costas e deixam de “querer saber”... Carta Branca prá corrupção.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011

OPINO E ANDO...: UPP: DE ONDE VEM E PARA ONDE VAI?

OPINO E ANDO...: UPP: DE ONDE VEM E PARA ONDE VAI?: "Com a implantação das UPPs no Rio de Janeiro paira no ar a sensação de que com isso se resolve todas as questões inerentes à ostensividade ..."

terça-feira, 28 de junho de 2011

Notícias em OFF: O CAMINHO DAS DROGAS

Notícias em OFF: O CAMINHO DAS DROGAS: "Recentemente o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a realização da “marcha da maconha”, que reúne manifestantes favoráveis à liberação da..."

Notícias em OFF: QUE PARADA É ESSA?

Notícias em OFF: QUE PARADA É ESSA?: "Aconteceu neste domingo (26/06) em S. Paulo a 15ª edição da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), le..."