Não sei se chamo de informalidade ou estado paralelo a realidade em que a gente vai se acostumando a ver e muitas vezes para qual somos empurrados por conta de uma cidade e /ou estado que se eterniza também por tornar mais prático e funcional o “mundo ilegal”.
Ele se inicia com o trabalhador que após cansativas buscas por um emprego formal é obrigado a submeter-se aos bicos ou biscates através dos quais obtém rendimentos muito mais generosos que os salários que obteria num único emprego de jornada de 48 horas semanais, carteira assinada e benefícios. Além de ser seu próprio patrão ainda equilibra-se na organização de sua agenda e trabalha simultaneamente em dois ou três empregos. Por descuido e economia não paga autonomia nem outros benefícios e impostos.. Assim, não contribui com a arrecadação necessária para o desenvolvimento de políticas públicas que viriam a lhe beneficiar mais tarde
Em suas locomoções não se preocupa em se deve utilizar o transporte regular ou o alternativo pirata. Não é de sua culpa se o proprietário paga ou não, o imposto sobre o sabão em barra ou o leite em pó que ele compra de emergência e improviso na birosca perto de casa, por não ter tempo de ir ao supermercado. Ou se comprar a promoção de 7 pãezinhos por R$ 1 no comércio sem alvará é mais vantajoso que adquiri-lo a peso, na padaria do bairro. Os impostos em dia, são o que lhes são cobrados automaticamente ou seja o IR – Imposto de Renda, IPI – Imposto Sobre Produtos Industrializados, IOF – Imposto Sobre Operações Financeiras e ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços.
Ambienta-se a favela como esse espaço de desvios e inadimplências dando como razão a ausência do estado nestas regiões. Grande equívoco, entretanto. O Estado sempre esteve presente nas favelas, Ainda que de forma equivocada, fragmentada, desacreditada, cheia de brechas e incoerências.
E segue o cidadão de pouca fé nos direitos e poucos recursos de manobra financeira. A luz de sua casa é “amortizada” por fraude no medidor, pois a Companhia de eletricidade não lhe institui a chamada Tarifa Social; não paga IPTU porque sua rua não tem pavimentação, nem esgoto, muito menos limpeza urbana pois a Prefeitura não lhes fornece o serviço.
Por esse conjunto de ausência de direitos é chamado de caloteiro. Mais que isso, criminoso e marginal. Ninguém lembra, entretanto que esse é o legado que ele recebe dos governantes que lhes sonegam professores para a escola quebrada e vazia onde seus filhos estão matriculados, mas não podem estudar, para o posto de saúde desaparelhado de profissionais e equipamentos, onde tem cadastro, mas não tem consulta; Para o transporte público cujo Vale transporte eletrônico não serve para nada; pois só consegue se locomover de moto taxis e vans piratas e irregulares. Compra o gás do miliciano, paga mais caro sem poder reclamar pois o dono do negócio é também o servidor público que no outro dia levará as melhorias que o lugar precisa e garantirá a segurança local. Seu lazer é o pagode, funk ou show com grandes nomes da MPB que o traficante vai bancar e a comunidade inteira vai curtir ou sofrer sem reclamar do alto som e indiscriminado consumo de drogas pelas ruas e vielas sob a proteção de forte aparato bélico.
A impressão que tenho é que criminalidade, informalidade e omissão(do poder público) são faces de um mesmo dado, onde a quarta figura é a sonegação oriunda dos desvios de verbas pública, propinação generalizada entre os gestores públicos dando e recebendo comissões, percentuais e facilidades envergonhando somente as pessoas de bem da sociedade que indignadas lavam as mãos, viram as costas e deixam de “querer saber”... Carta Branca prá corrupção.
Ele se inicia com o trabalhador que após cansativas buscas por um emprego formal é obrigado a submeter-se aos bicos ou biscates através dos quais obtém rendimentos muito mais generosos que os salários que obteria num único emprego de jornada de 48 horas semanais, carteira assinada e benefícios. Além de ser seu próprio patrão ainda equilibra-se na organização de sua agenda e trabalha simultaneamente em dois ou três empregos. Por descuido e economia não paga autonomia nem outros benefícios e impostos.. Assim, não contribui com a arrecadação necessária para o desenvolvimento de políticas públicas que viriam a lhe beneficiar mais tarde
Em suas locomoções não se preocupa em se deve utilizar o transporte regular ou o alternativo pirata. Não é de sua culpa se o proprietário paga ou não, o imposto sobre o sabão em barra ou o leite em pó que ele compra de emergência e improviso na birosca perto de casa, por não ter tempo de ir ao supermercado. Ou se comprar a promoção de 7 pãezinhos por R$ 1 no comércio sem alvará é mais vantajoso que adquiri-lo a peso, na padaria do bairro. Os impostos em dia, são o que lhes são cobrados automaticamente ou seja o IR – Imposto de Renda, IPI – Imposto Sobre Produtos Industrializados, IOF – Imposto Sobre Operações Financeiras e ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços.
Ambienta-se a favela como esse espaço de desvios e inadimplências dando como razão a ausência do estado nestas regiões. Grande equívoco, entretanto. O Estado sempre esteve presente nas favelas, Ainda que de forma equivocada, fragmentada, desacreditada, cheia de brechas e incoerências.
E segue o cidadão de pouca fé nos direitos e poucos recursos de manobra financeira. A luz de sua casa é “amortizada” por fraude no medidor, pois a Companhia de eletricidade não lhe institui a chamada Tarifa Social; não paga IPTU porque sua rua não tem pavimentação, nem esgoto, muito menos limpeza urbana pois a Prefeitura não lhes fornece o serviço.
Por esse conjunto de ausência de direitos é chamado de caloteiro. Mais que isso, criminoso e marginal. Ninguém lembra, entretanto que esse é o legado que ele recebe dos governantes que lhes sonegam professores para a escola quebrada e vazia onde seus filhos estão matriculados, mas não podem estudar, para o posto de saúde desaparelhado de profissionais e equipamentos, onde tem cadastro, mas não tem consulta; Para o transporte público cujo Vale transporte eletrônico não serve para nada; pois só consegue se locomover de moto taxis e vans piratas e irregulares. Compra o gás do miliciano, paga mais caro sem poder reclamar pois o dono do negócio é também o servidor público que no outro dia levará as melhorias que o lugar precisa e garantirá a segurança local. Seu lazer é o pagode, funk ou show com grandes nomes da MPB que o traficante vai bancar e a comunidade inteira vai curtir ou sofrer sem reclamar do alto som e indiscriminado consumo de drogas pelas ruas e vielas sob a proteção de forte aparato bélico.
A impressão que tenho é que criminalidade, informalidade e omissão(do poder público) são faces de um mesmo dado, onde a quarta figura é a sonegação oriunda dos desvios de verbas pública, propinação generalizada entre os gestores públicos dando e recebendo comissões, percentuais e facilidades envergonhando somente as pessoas de bem da sociedade que indignadas lavam as mãos, viram as costas e deixam de “querer saber”... Carta Branca prá corrupção.
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