Ninguém viu, mas a seleção brasileira de futebol foi eliminada na tarde/noite deste domingo, 17 de julho após desperdiçar todas as quatro penalidades na disputa contra a Seleção do Paraguai que tal qual uma cobra venenosa se encolheu o jogo inteiro e deu bote final exatamente na decisão por pênaltis.
Como ninguém viu? Perguntariam-me alguns. Respondo: Pelo que leio hoje através das redes sociais, todo mundo já sabia, ninguém nunca acreditou, ninguém perdeu tempo em assistir... Fui o único bobalhão que ousou se enganar.
Mas não é isso que me importa... O que me importa é que esse nosso povo/técnico/torcedor amanheceu na manhã de hoje revestido do mais alto espírito cívico – desportivo - patriótico de que já se ouviu falar. Decepcionado com uma seleção que não consegue se impor sobre os adversários mais fracos, domina o jogo mas não converte em gols. Com um treinador que, ainda segundo os torcedores, assiste patético aos jogos e não sabe mexer no time e quando mexe, não muda o cenário do jogo, muito menos faz gol e, o pior, perde (todos os) pênaltis decisivos.
Cada povo tem o governo, digo, seleção que merece,. Na vida social e política do país não é muito diferente. A treinadora nacional ou os estaduais escalam um time que apresenta volume de jogo (projetos), faz jogadas mirabolantes (ações), comete faltas gravíssimas (corrupção, desvios de verba e pacos investimentos sociais) mas não consegue fazer gols (melhorar a vida do povo). Faturam milhões em salários e prêmios, contratos milionários (com empreiteiras e multinacionais) e na hora das cobranças (literalmente falando) sai pela tangente ou linha de fundo se preferir deixando-nos todos boquiabertos, atônitos e decepcionados. E por seu lado, o povo ó...
Já sabia, não votou, não quer nem saber de nada e acredita de fato que “pior do que ta não pode ficar...”
Atitudes que deixa-nos todos com cara de bola, na marca do pênalti esperando alguém do time do Mano bater...

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