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| A farra com ares de galhorfa e algazarra |
Carlinhos Cachoeira provocou uma enxurrada de
denúncias que vem alagando os noticiários e provocando uma devastação em todos
os setores de nossa sociedade. Senadores, advogados, policiais, inclusive de
altas patentes e cargos nas diversas instituições policiais; prefeitos,
governadores, jogadores de futebol e... Calma que ainda vem mais. Pode esperar!
Mesmo não nos causando surpresa alguma, as
descobertas fazem crescer a cada dia
nossa indignação e incredulidade no que vemos e na possibilidade de mudanças no
quadro de corrupção e desrespeito que assola nosso pais.
Pior que os fatos são as tentativas de explicações ou
pior, o pouco caso dos envolvidos que na certeza de um novo escândalo daqui há
pouco sabem que a mídia e o povo (ou vice versa) os “deixarão em paz” logo,logo.
Carlinhos é contraventor, um chamado peixe graúdo e
como tal tem vergonhosamente, mordomias e tratamentos diferenciados. Tem
poderes e muita grana. Sempre fez com ela o que bem quis e gastou como bem
entendeu e aí que a gente se lasca... Optou por comandar os tentáculos de sua
quadrilha junto ao poder legislativo; orientando emendas ou promovendo vetos,
criando leis que o mantivesse cada vez mais tranquilo e folgado longe do
alcance das leis, da polícia e até de possíveis concorrentes.
No Judiciário pediu revogações e relaxamentos de
prisões, desvios de papeladas, transferências de juízes e provavelmente
orientou e determinou composições de equipes em audiências judiciais.
Na polícia corrompeu em troca de favorecimentos,
informações, proteção, segurança e inércia. Ainda soltou uns trocadinhos por
serviços extras como o de troca de equipamentos novos apreendidos por
sucatas ultrapassadas e fora de uso que
precisava trocar no mercado dos caça níqueis. Os mesmos caminhões que roubavam
os equipamentos de ponta dos galpões policiais, “devolviam” o lixo eletrônico,
em troca...
No executivo, orientou licitações, injetou recursos em
empresas, molhou a mão de “falsas concorrentes”; encorpou grandes construtoras e ainda viabilizou através
destas verdadeiras festanças, passeios, mordomias e divertimentos.
Ah...Empregou quem quis, aonde bem quis; patrocinou
campanhas e elegeu muito mais parlamentares de sua base aliada que muitos
partidos históricos de nosso processo democrático.
Cachoeira? Esse tal Carlinhos é um verdadeiro furacão,
um tsunami...
Aqui no Rio montou uma farra do C... Não tô falando
palavrão, não! Do “C” mesmo: Cavendish, Cabral, Cortes e companheiras!
O governador tem razão quando diz que não mistura
amizade pessoal com política governamental e que não vê nada de mais em sair
pra zoar, dançar, jantar, comemorar, botar lencinhos na cabeça com quem ele
quiser... Eu também não, mas em que condições isso se deu?
Quando foi?
Teria sido em pleno advento da tragédia da Região Serrana
do Rio , em Janeiro de 2011? Ou durante a greve dos bombeiros em junho do mesmo
ano? Teria sido num dos momentos da crise na Saúde com mortes por falta de
atendimento ou no caso Toesa? Ou durante o prende e solta do Coronel PM Djalma
Beltrame na estranha crise entre as polícias? Ou às- vésperas da Ocupação Policial de Ocupação
da Rocinha? Portanto interessa saber quando...
Interessa saber onde
Por quê em Paris e não numa casa noturna carioca?
Aquelas mesmas que nos referendaram a ganhar os eventos internacionais que
teremos pela frente? Que furo o governador do Rio fazer noitada em Paris
abdicando de nossas opções de lazer e gastronomia...Feio!
E sinceramente nos interessa saber o Por quê? De tanta
farra, euforia, alegria, descontração... Galhorfa e algazarra?
Será que estavam rindo de mim? De vc? De todos
nós?
Fechando algum novo contrato? Montando um novo Edital
de Licitação?
E a pergunta que mais intriga...Qual a relação dos
envolvidos que foram os produtores das imagens com os denunciantes que se dizem
adversários?
Em que condições esse material foi parar em suas mãos
e a seguir em nossas casas via Tv , internet e mídia em geral?
As águas dessa cachoeira são muito perigosas, a gente
sabe...

