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terça-feira, 18 de outubro de 2011

POR UM FINAL FELIZ


Infelizmente estão cada vez mais banalizadas e efetivamente se concretizando as ameaças de morte contra pessoas que em defesa da sociedade empunham bandeiras ou desenvolvem campanhas contra determinados crimes e criminosos. De norte a sul do Brasil há uma consternação coletiva com a morte de seringueiros, defensores da terra, da natureza, sejam elas testemunhas, militantes ou  autoridades; vide o caso da juíza Patrícia Aciolly, morta em agosto último em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
Já de alguns anos, uns quatro mais ou menos, o jovem e aguerrido Deputado Marcelo Freixo, conhecido militante dos Direitos Humanos, transformou o seu mandato num front de luta, enfrentamento e combate às Milícias, um crime até então “chapa branca” muito poderoso praticado no Rio de Janeiro.  Chamo de crime “chapa branca” porque várias vezes autoridades e até moradores justificavam a presença destes meliantes com uma simples justificativa: “pelo menos lá, não tem bandidos...”
O deputado passou a mostrar as nuances cruéis da prática delituosa e suas variações de crimes, iniciando assim uma cruzada contra a mais caçula e ao mesmo tempo mais antiga facção criminosa carioca. Sim porque já vem de longos anos a prática de expulsar bandidos e impedir o tráfico de drogas em determinadas comunidades e em nome dessa proteção, cobrar “módicas” quantias da população local. Já houve político em campanha que se orgulhou de ter laços estreitos com “regiões limpas” da cidade.
Freixo iniciou sua batralha pela mais conhecida milícia da Cidade, a Liga da Justiça, que tem como símbolo o escudo do Batman. Segundo investigações oficiais, os deputado e Vereador Jerominho e Natalino, respectivamente eram os chefes da quadrilha e foram presos, cassados e mandados para presídios federais bem longe do Estado e a quadrilha quase totalmente desbaratada. E hoje é justamente o “último” remanescente do grupo, foragido há poucas semanas que está com a missão de dar cabo à vida do Deputado. Testemunhas, investigações e até ligações grampeadas já revelaram o plano; as autoridades e a população já tem ciência e tiveram acesso na menor das hipóteses, via noticiários.
Aguerrido e determinado, Freixo não se intimida e só aumenta sua ostensiva luta contra a modalidade criminosa. A sociedade assiste e se indigna, torcendo para que dessa vez seja diferente. Por que seria?
Se o Governo Estadual é o primeiro a gritar que de nada sabe, se a polícia precisa ser muito bem depurada para evitar que em sua escolta possa se infiltrar servidores da facção, Se o judiciário está ainda cambaleante com o aviso em forma de (vinte e um) tiros na juíza fluminense, que o mandou “segurar a onda” ; Se nós, os militantes de Direitos Humanos, incrédulos estamos ainda às voltas com as homenagens justas (mas póstumas) à Patrícia Aciolly...
De que adianta um judiciário firme, uma polícia competente, uma investigação precisa e uma sociedade solidária e mobilizada, depois que a “casa já caiu”... Quero meus guerreiros vivos e combatendo. Não quero que virem herós e mártires de uma guerra que, se não gritarmos, jamais conseguiremos vencer.

Um comentário:

  1. Justiça, dignidade, temos direito a ter direitos, Valeu Carlos e rezemos para que Freixo consiga sobreviver.

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